Baleia Azul poderia perfeitamente ser o título de um livro infantil, desses que levam as crianças a navegar pelos sete mares, a conhecer mundos distantes e dar asas à imaginação. Mas, na realidade, trata-se de um perverso e perigoso jogo virtual, que entrou em cena na Rússia, já chegou ao Brasil e, ao que tudo indica, está ligado à morte de Gabriel Antônio dos Santos Cabral, de 19 anos, em Pará de Minas. Nesse game, crianças e adolescentes são induzidos por um “mentor” a cumprir 50 tarefas diferentes, uma por dia, até o derradeiro desafio: tirar a própria vida. Enquanto isso, chega ao público uma nova série, que aborda temas como bullying e preconceito, na história de uma jovem e das 13 razões que a levaram ao suicídio. Essa fatalidade, de acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV), antes maior no meio dos idosos, se sobressai agora entre os jovens. “Estamos diante de um mundo em transição. Os modelos universais que guiavam as instituições escola e família hoje são diversos e não mais universais. O momento contemporâneo é de incertezas, de fenômenos que nos apavoram”, afirma a psicopedagoga mineira e mestre em educação Jane Patrícia Haddad.