Manifestantes interditam a ferrovia da mineradora Vale, em Barra do Riacho, na região Norte do Espírito Santo. O motivo? Eles alegam que não receberam o auxílio da Samarco (empresa pertencente à Vale e BHP) determinado pela justiça após a tragédia do rompimento da barragem de rejeitos de minério em Mariana (MG), em novembro de 2015.

As famílias que realizam o protesto dizem que o cadastro de pescadores para receber o auxílio está paralisado e reclamam que a pesca no mar de Aracruz está proibida.

> Proibição de pesca do badejo vai afetar moqueca capixaba

Segundo a Polícia Militar, cerca de 80 pessoas participavam do protesto. Viaturas permanecem no local e acompanham o movimento.

Moradores interditam ferrovia em Aracruz
Moradores interditam ferrovia em Aracruz
Foto: Vando de Souza

OUTRO LADO

Em nota, a Fundação Renova, que representa a Samarco, disse que entende a complexidade das ações de reparação e mantém seu compromisso de atender todas as pessoas impactadas pelo rompimento da barragem.

Atualmente, cerca de 3,6 mil pessoas recebem o auxílio no Espírito Santo. Esses cartões foram entregues considerando um cadastramento emergencial realizado logo após o rompimento. Para levantar informações mais precisas das comunidades, um novo cadastramento foi planejado com informações sociais e econômicas detalhadas de todas as pessoas impactadas.

A primeira etapa do cadastro foi finalizada em março, contemplando todos que passaram pelo cadastro emergencial, além das pessoas que se manifestaram até o dia 30 de outubro de 2016. A partir desses dados, já estão sendo definidas indenizações, ações de reparação e integração das pessoas aos programas previstos pela Fundação, como os de retomada das atividades pesqueiras e agropecuárias, por exemplo.

Além disso, o Programa de Indenização Mediada (PIM), criado com o objetivo de ressarcir os impactados de maneira ágil, em comum acordo e sem os trâmites e custos de uma ação judicial, já está andamento. Especificamente em Aracruz, os atendimentos para indenização por danos gerais, que inclui pessoas e micro e pequenas empresas que tenham sofrido danos materiais ou morais e perdas referentes às suas atividades econômicas, como é o caso de pescadores, estão previstos para serem iniciados em maio.

Fonte: Gazeta Online