O Conselho Tutelar de Colatina, na Região Noroeste do Espírito Santo, vai investigar casos de automutilação dentro de uma escola da rede municipal de ensino. Nesta terça-feira (25), a diretora da unidade de ensino acionou o Conselho e fez a denúncia de que adolescentes foram encontradas cortando o próprio corpo dentro do colégio. O órgão marcou para esta quarta-feira (26) uma reunião com as jovens e seus responsáveis para que expliquem a motivação da automutilação.

O pai de aluna que frequenta a escola — e que não está no grupo que se cortou — informou à reportagem que as adolescentes teriam feito o desenho de uma baleia no braço, o que pode ter ligação com o jogo da “Baleia Azul”. Ainda de acordo com esse pai, seriam três meninas que praticaram a automutilação. O número de vítimas, no entanto, não foi confirmado pelo Conselho Tutelar.

ALERTA AOS PAIS

De acordo com a conselheira Tutelar de Colatina, Elaine Cristina Gomes da Silva, só no ano passado foram registrados e atendidos cinco casos de automutilação em adolescentes. Ela reforça que o diálogo dos pais com filhos deve ser diário. “As crianças normalmente já são acompanhadas de perto pelos pais, e quando se tornam adolescentes, também precisam de atenção. Apesar da rotina cansativa, os pais precisam conversar diariamente com os filhos por no mínimo 20 ou 30 minutos para saber como foi o dia deles”.

Elaine da Silva disse que a automutilação é uma das formas dos adolescentes tentarem chamar a atenção dos pais. “Eles arrumam um jeito de chamar atenção pela carência da ausência dos responsáveis. Os pais entendem que eles já sabem fazer tudo sozinhos e estão preparados para a vida, mas não, eles precisam de diálogo, porque têm várias dúvidas. E quando não conseguem conversar com os pais, recorrem a amigos ou demais pessoas”.

Por fim, ela faz um alerta aos pais. “É importante observar o comportamento dos filhos, instruir, explicar e tirar as possíveis dúvidas que eles tenham. Isso só acontece quando há diálogo. As crianças já são curiosas, mas os adolescentes têm mais contato com o mundo e, se não forem acompanhados, podem ter comportamentos prejudiciais à convivência social”.

OUTROS CASOS

Na última quinta-feira (20), o Conselho Tutelar de Vitória recebeu, a denúncia, por meio de uma escola municipal, de que um estudante de 14 anos fez cortes no corpo ao participar do ‘Desafio da Baleia Azul’. O órgão informou que começará a investigar outros possíveis casos relacionados ao desafio.

Fonte: Gazeta Online